Com 10 mil seguidores, dá pra ter perfil próprio na busca do Google
Créditos: Imagem gerada por IA – ChatGPT

Com 10 mil seguidores, dá pra ter perfil próprio na busca do Google

Google libera os Perfis na Pesquisa no Brasil, leva anúncios do Modo IA a mais países e explica o que reinicia o aprendizado. Novembro de 2026.

O Google liberou no Brasil os Perfis na Pesquisa, uma página própria pra criadores e veículos dentro da busca. No lado pago, o Modo IA abriu anúncios em mais dez países e tem o Brasil na fila deste trimestre. E um gerente de produto do Google Ads explicou o que de fato reinicia o aprendizado de uma campanha.

Google libera os Perfis na Pesquisa no Brasil

O anúncio saiu em 27 de outubro, no blog oficial do Google no Brasil. Os Perfis na Pesquisa reúnem, numa página só, os artigos, vídeos e posts em redes sociais de um criador ou veículo. Nos Estados Unidos, o recurso roda desde junho.

Como o perfil funciona

O dono do perfil pode trocar avatar, foto de capa e bio. Também dá pra adicionar site, redes sociais e canais de vídeo. O conteúdo das contas ligadas entra sozinho, normalmente em até 24 horas.

No celular, o usuário chega ao perfil por três caminhos: o painel de informações do criador, o nome dele no Discover ou um link direto. Na página aparece um botão pra seguir a fonte. Quem segue tem mais chance de ver os posts dela no Discover, na tela inicial do app do Google.

Reivindicar o perfil pode criar um painel de informações pra quem ainda não tem. Quem já tem painel ganha avatar atualizado, conteúdo recente e link direto pro perfil.

Quem pode reivindicar

O post do Google fala só em “público expressivo” em pelo menos uma grande plataforma social ou de vídeo. A imprensa brasileira trouxe o número. Segundo Canaltech e Showmetech, o corte no Brasil é de 10 mil seguidores ou inscritos em uma única conta de Instagram, TikTok, YouTube ou X.

Não dá pra somar seguidores de redes diferentes. A pessoa precisa ter 18 anos ou mais e seguir as políticas de conteúdo do Google. O processo pede login na conta Google e a conexão com a rede social, pra conferir os seguidores.

O corte caiu bastante desde junho. No lançamento americano, o critério era de 100 mil seguidores no YouTube, Instagram ou X, e 300 mil no TikTok. A central de ajuda do Google, por enquanto, mostra outro número (35 mil) e ainda cita só os Estados Unidos.

Cada rede verificada aparece no Search Console

Segundo o Showmetech, cada conta social verificada no perfil entra no Search Console como propriedade de plataforma. O Google lançou esse tipo de propriedade em julho, para Instagram, TikTok, X e YouTube. Ela mostra cliques, impressões e os termos de busca que levam até os posts, com dados da Pesquisa e do Discover.

O que o perfil não promete

Seguir um perfil não faz todo post da fonte aparecer no feed. O Google também não liga os Perfis na Pesquisa a mais tráfego nem a posição melhor nos resultados. E não há data pra mudar os critérios ou levar o recurso a mais criadores.

Anúncios no Modo IA devem chegar ao Brasil até dezembro

Em 28 de outubro, o Google levou os anúncios no Modo IA a dez países: Austrália, Canadá, Índia, Quênia, Malásia, Nova Zelândia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e Singapura. Até então, só os Estados Unidos tinham o formato. O próprio post cita Brasil, México e Reino Unido entre os próximos mercados, ainda no quarto trimestre de 2026, sem data exata.

Nos Estados Unidos, estreiam também os anúncios multiturn. Eles aparecem nas perguntas de continuação, quando o usuário segue conversando com o Modo IA. Todos levam o rótulo “Patrocinado”.

Campanhas atuais entram sozinhas

Não existe campanha específica pra esse espaço. Segundo a central de ajuda do Google Ads, campanhas de Pesquisa, Shopping e Performance Max já ativas ficam elegíveis automaticamente, sem orçamento separado.

Só que não dá pra tirar os anúncios do Modo IA sem tirar da Pesquisa. O controle continua nas palavras-chave negativas e nas exclusões de marca. Por enquanto, a página de ajuda lista só o inglês como idioma. O PPC Land aponta que ainda não está claro como o formato vai rodar em português.

Os números que o Google mostrou

O Google diz que, no Modo IA, as buscas são em média três vezes mais longas que as tradicionais. Diz ainda que a taxa de cliques já é parecida entre itens de produto patrocinados e orgânicos. Os dois dados são dos Estados Unidos, e o segundo vem de duas semanas de medição interna. Nos relatórios, o Modo IA aparece junto com o resto da Pesquisa, sem linha própria.

Mudar a meta ou a verba não reinicia o aprendizado, diz o Google

O esclarecimento veio de Tal Akabas, gerente de produto do Google Ads, no podcast Ads Decoded, apresentado pela Ginny Marvin. O Search Engine Journal resumiu a conversa num artigo de Frederick Vallaeys.

O que não volta pro aprendizado

Em uma campanha estável, mudar o Target CPA, o Target ROAS ou o orçamento não apaga o histórico. A campanha também não entra em status de aprendizado. O desempenho ainda pode oscilar, porque os lances e o tipo de tráfego mudam junto.

O Google não citou limite de percentual pra essas mudanças. A regra de que mexer mais de 20% no orçamento reinicia tudo é mito, segundo o artigo.

O que ainda reinicia

O aprendizado volta com estratégia de lance nova ou reativada, com mudança na composição da campanha e com alteração grande nas metas de conversão. Campanha nova também precisa de um tempo pra engrenar.

Outros recados pro fim de ano

Os modelos do Google já preveem os picos de fim de ano com base no ano anterior. Por isso, o ajuste de sazonalidade fica pra situações fora da curva, como uma promoção relâmpago fora do calendário.

A priorização de canais, anunciada em outubro, só tem efeito nos dias em que o orçamento limita a entrega. Numa campanha sem limite real de verba, ela não muda nada.

Boa parte desses detalhes vem do podcast, não de documentação oficial. O próprio artigo aponta uma divergência entre a fala do Google e a central de ajuda sobre o uso da distribuição de verba em Demand Gen.

E o que muda na rotina da conta?

Na busca orgânica, criadores e veículos com 10 mil seguidores podem ter página própria no Google, com dados no Search Console. No Google Ads, o Modo IA deve abrir espaço no Brasil ainda este ano, usando as campanhas que já estão no ar. E ajuste de meta ou de verba numa campanha estável não reinicia o aprendizado.

A Weecom acompanha de perto cada mexida na busca do Google, paga e orgânica, pra transformar conhecimento em resultado pra quem anuncia. Sobre aprendizado de campanha, o blog já falou das 50 conversões que o Google usa pra avaliar uma campanha nova.


Fontes:
– Um novo perfil para ajudar criadores e veículos a destacarem seu conteúdo na Busca (Google Brasil)
– Google lança perfis de criadores e sites na busca (Canaltech)
– Google anuncia Search Profile: como configurar (Showmetech)
– Ads in AI Mode expand to new markets (Google)
– Advertisers in 10 more countries can’t opt out of Google’s AI Mode ads (PPC Land)
– Google says changing tCPA and budgets won’t reset learning (Search Engine Journal)

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