Menos escolha na Meta, mais controle no Google e um teste novo no Bing

Veja o que mudou no Google Ads, no Meta Ads e no Bing Ads em outubro de 2026: prioridade de canais, alcance reservado e testes.

Outubro trouxe mudanças nas três plataformas, cada uma num sentido. O Google Ads deixará definir em qual canal o investimento entra primeiro. A Meta lançou um jeito de reservar alcance, mas segue tirando a escolha de onde o anúncio aparece. A Microsoft liberou o teste de campanhas no Bing Ads e ampliou as listas de empresas do LinkedIn.

Quem roda Pesquisa com a Rede de Display ligada já viu verba indo pra onde não devia. Em 14 de outubro, o Google anunciou dois recursos pra resolver isso: priorização de canais e distribuição da verba. Eles chegam a todas as contas nos próximos meses, sem data definida, em campanhas de Pesquisa, Shopping, Performance Max e Demand Gen.

Como a prioridade funciona

Cada canal ganha prioridade alta ou baixa. O Google investe primeiro nos de prioridade alta e manda o que sobra para os de prioridade baixa, sempre dentro das metas de Target CPA ou Target ROAS. Nos canais de prioridade baixa, dá pra definir um teto como porcentagem da verba diária, tipo 20%. Com 0%, o canal fica travado, inclusive no Performance Max.

Na Pesquisa, o exemplo do Google é deixar a Pesquisa Google na frente e colocar os Search Partners ou a Rede de Display em segundo plano. No Performance Max e no Demand Gen, os canais continuam agrupados (Pesquisa, YouTube, Discover, Gmail e Maps), então não dá pra priorizar um por um.

Todo canal já começa na prioridade alta

Como o padrão é prioridade alta em tudo, uma campanha de Pesquisa com Display ativada pode mover o investimento de rede sem aviso. Pra manter a configuração atual, o Google sugere colocar a Rede de Display em prioridade baixa, com 50% da verba. Esses percentuais são uma meta, não um limite rígido.

Datas até agora: testes limitados no Demand Gen a partir de novembro, fim da configuração atual de distribuição entre Pesquisa e Display em fevereiro de 2027 e relatório de canais da Pesquisa no primeiro trimestre do mesmo ano. Segundo o Google, só priorizar costuma mudar pouco em campanhas de Target CPA ou Target ROAS que não esbarram no limite de verba.

Meta passa a vender alcance reservado e tira mais uma escolha de quem anuncia

Menos opções de onde o anúncio aparece

Em 12 de outubro, a Meta atualizou a orientação sobre posicionamentos. Faz meses que ela retira a escolha manual de onde o anúncio aparece, e isso já saiu de engajamento, leads, promoção de aplicativos e vendas. Reconhecimento e tráfego ainda têm a opção, mas a Social Media Today indica que o resto deve seguir o mesmo caminho, sem data. No lugar, a Meta aponta a personalização de mídia por posicionamento e as exclusões no nível da conta, organizadas por objetivo. Também cita as regras de valor de posicionamento, que ajustam o lance conforme o valor da conversão em cada lugar.

Alcance reservado e primeira posição

Três dias depois, no Meta Brand Building Summit, vieram os formatos novos. O Ads Super Burst reserva uma janela de 3 a 24 horas pra atingir o público, numa escala que a Meta compara à da TV, com exclusividade por categoria. É premium, e o preço não foi divulgado. O First Impression Ads coloca o anúncio na primeira posição do Feed, com uma única marca por dia. Por enquanto só tem teste nos Estados Unidos, e LinkedIn, Snapchat e TikTok já têm algo parecido.

Também entrou o Aggregated View Time, métrica que soma a exposição dos anúncios em vídeo num período escolhido pelo anunciante. A Meta diz que a exposição acumulada influencia a intenção de compra, mas não mostrou dados. Não está claro se a métrica já foi lançada ou segue em teste.

Bing Ads libera teste de campanhas e amplia lista de empresas do LinkedIn

Em 30 de setembro, a Microsoft publicou o resumo de novidades do Microsoft Advertising, plataforma que muita gente ainda chama de Bing Ads. São quatro mudanças:

  • Experimentos de otimização: teste controlado de lances, segmentação e criativos, com uma página que compara o experimento com a configuração original. Está liberado para todas as contas em Pesquisa, Shopping, Audiência e Performance Max, e o vencedor pode ser aplicado na campanha original ou virar uma campanha nova.
  • Listas de empresas do LinkedIn: o limite subiu de 1.000 para 10.000 empresas, pra segmentar por perfil do LinkedIn em Pesquisa e Audiência. Os nomes aparecem mais em inglês, e dados de consumidores ficam de fora no Espaço Econômico Europeu, no Reino Unido e na Suíça.
  • Integração com HubSpot: conecta o CRM às campanhas e liga clique a contato e negócio. Quando um anúncio gera lead, dispara ações como atribuir um vendedor ou enviar e-mail de nutrição. Só que a Microsoft não informa se está em beta nem em quais regiões.
  • API SOAP: a desativação segue marcada para 31 de janeiro de 2027. O que mudou foi o adiamento do prazo de 1º de outubro para novos recursos só em REST. Até a desativação, as novidades saem nas duas versões.

Quem mais aproveita a lista maior

Quem trabalha com contas-alvo ganha mais, e a Microsoft dá o exemplo de uma lista com 8.000 empresas. O adiamento da REST dá mais tempo pra quem mantém integração por API, mas a data final do SOAP continua a mesma.

E o que muda na rotina da conta?

No Google, o padrão de prioridade alta em tudo pode redistribuir o investimento entre Pesquisa e Display, e a configuração atual acaba em fevereiro de 2027. Na Meta, o plano de mídia passa a lidar com posição cada vez mais automática e com a chance de reservar alcance em datas de pico. Na Microsoft, o teste controlado entra de vez na rotina de quem roda Bing Ads.

A Weecom acompanha essas mudanças de perto e já faz testes sobre como a distribuição de verba entre canais afeta o resultado das campanhas de Pesquisa no Google Ads. Quem quiser ir mais fundo tem o guia de métricas por objetivo de tráfego pago e o comparativo entre Meta Ads e Google Ads.


Fontes:
– Google Ads Introduces Channel Prioritization And Budget Allocation
– Meta offers enhanced ad campaign exposure
– Meta offers updated ad placement control guidance
– Less busywork, more growth: What’s new in Microsoft Advertising this September

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