Google e Meta agora correm pelo mesmo número: 50 conversões pra campanha sair do aprendizado
Créditos: Imagem gerada por IA – ChatGPT

Google e Meta agora correm pelo mesmo número: 50 conversões pra campanha sair do aprendizado

Google Ads libera modos de retenção, Meta mostra o desempenho de cada criativo e pede 50 conversões por semana. Veja as novidades de outubro de 2026.

O Google Ads liberou novos modos pra recuperar clientes inativos e dar atenção aos fiéis. Ao mesmo tempo, a Meta passou a mostrar o desempenho de cada imagem, vídeo e texto dentro de um anúncio. Ela também publicou um guia que pede menos mexida e cerca de 50 conversões por semana em cada conjunto.

O que entra nessa rodada

A seção Customer Lifecycle Optimization apareceu nas metas de conversão em agosto. Ela agrupa as configurações de aquisição, clientes inativos e membros de programas de fidelidade. Depois disso, a Ginny Marvin, Google Ads Liaison, anunciou no LinkedIn as novidades que chegam ao longo de outubro.

O High Value acquisition chega ao Shopping. Antes, esse modo existia só em Pesquisa e Performance Max. Ele também permite dar lance maior para novos clientes parecidos com os compradores mais valiosos da conta. Mas exige pelo menos uma meta de conversão do tipo Compra.

Os três modos de retenção

Depois do beta, os modos de retenção chegam a Performance Max, Pesquisa e Shopping:

  • Re-engagement: prioriza clientes inativos, mas continua alcançando os outros compradores.
  • Loyalty: foca em membros de programas de fidelidade, também com mensagens e ofertas exclusivas.
  • Retention-only: quando ativo, limita a campanha aos segmentos de clientes atuais que o anunciante definir.

Como funciona a configuração

Primeiro, o anunciante define o que é cliente “inativo” conforme o ciclo de compra do negócio. Depois, usa listas de Customer Match pra identificar esses clientes e atribui um valor extra de conversão. Então o Smart Bidding passa a priorizar o grupo por causa desse valor.

A documentação do Google ainda não acompanha o lançamento. Ela lista o Re-engagement só no Performance Max e o Loyalty em Performance Max e Shopping. O Retention-only, porém, nem aparece na visão geral. A disponibilidade varia por conta e, por enquanto, não há data final pro lançamento.

Meta mostra o desempenho de cada imagem, vídeo e texto do anúncio

O que a nova visão detalha

O Ads Manager ganhou uma ferramenta de breakdown que separa o desempenho dos elementos do criativo. Na parte de mídia, aparecem imagens e vídeos entregues como mídia única. Na de texto, também aparece cada variação. Assim, o anunciante vê o resultado de cada peça separadamente.

Antes disso, a Meta já tinha liberado a opção de atribuir segmentação a elementos individuais do criativo. Ao mesmo tempo, tirou algumas opções de segmentação personalizada, como o detailed targeting, pra apoiar mais a escolha de público na IA.

O que fica de fora

Anúncios em formatos de múltiplas publicações, como “Mostrar como coleção” ou carrossel, não aparecem no breakdown. Alguns elementos de conversão personalizada, como “Doar” e “Inscrever-se”, também não entram. Por enquanto, a fonte não informa se a liberação é gradual ou por região.

Meta recomenda 50 conversões por semana e menos mexida

A campanha como briefing pro leilão

A Meta publicou um guia de boas práticas pra campanhas de fim de ano. Nele, cada configuração funciona como um briefing pro sistema de leilão. São quatro peças. Primeiro, o evento de otimização. Depois, o orçamento. Em seguida, a estratégia de lance, que define o que é sucesso. Por fim, a atribuição, que define como o resultado é medido. A Meta também pede que cada uma seja específica.

O número que a Meta cita

O guia aponta cerca de 50 conversões por semana em cada conjunto de anúncios. Abaixo disso, segundo a Meta, “o sistema está chutando”. Na análise da própria empresa, conjuntos abaixo desse patamar custam cerca de 28% mais por compra. Antes, em setembro, o Google tinha adotado o mesmo número de 50 conversões, pra avaliar o aprendizado do Smart Bidding em campanhas novas.

A Meta também diz que muita gente mexe na campanha cedo demais, logo depois de uma oscilação. Por isso, o sistema tem menos tempo pra aprender e os resultados ficam mais confusos. Depois da configuração inicial, o guia sugere comparar os resultados com o objetivo. Testes A/B e estudos de Conversion Lift aparecem como apoio.

Mas os números são da própria Meta, sem metodologia nem tamanho de amostra. O guia também pede paciência com resultados de curto prazo.

E o que muda na rotina da conta?

Por enquanto, no Google Ads, a retenção de clientes ganha modos próprios em três tipos de campanha. Enquanto isso, na Meta, o criativo passa a ter leitura por peça, e o ritmo de ajuste vira assunto do guia oficial. A Weecom também acompanha cada mexida das plataformas pra transformar conhecimento em resultado de verdade pra quem anuncia. Pra ver as duas plataformas lado a lado, ainda existe o texto sobre Meta Ads e Google Ads.


Fontes:
– Google Ads expands customer lifecycle goals in Search and Shopping (Search Engine Journal)
– Meta adds individual performance data for ad creative (Social Media Today)
– Meta says advertisers should let campaigns gather data (Social Media Today)

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